sexta-feira, 26 de abril de 2013

O Polegarzinho - Slideshow             In http://beebgondomar.blogspot.pt/2013/03/polegarzinho.html
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O Polegarzinho - desenhos para colorir


O POLEGARZINHO (conto de Perrault)
Era uma vez um casal de lenhadores que vivia num país distante e que tinha sete filhos. O mais pequeno nasceu tão pequenino como o dedo polegar de uma mão e, por isso, chamavam-lhe Polegarzinho. Era uma família muito pobre e, naquele ano, não havia na floresta lenha para cortar. Cheio de pena o pai disse, certa noite, à mulher:
-Os pobrezinhos dos nossos filhos estão a morrer à fome. Amanhã vou levá-los para o bosque e deixo-os lá. Se Deus quiser, alguém há-de passar e talvez os leve para casa e lhes dê de comer.
Mas o Polegarzinho não estava a dormir e ouviu tudo. Quando não o podiam ver, foi a um rio que havia lá perto e encheu os bolsos de pedrinhas brancas. E quando o pai, na manhã seguinte, os levou para a floresta, o Polegarzinho foi deixando cair as pedrinhas, uma a uma, durante todo o caminho.
Sempre a andar, chegaram à parte mais profunda do bosque e, numa altura em que os meninos estavam distraídos, o pai foi-se embora, deixando-os entregues à sua sorte.

Os irmãos, quando perceberam que estavam sozinhos, começaram a chorar. Todos, menos o Polegarzinho, que lhes disse:
-Não chorem, que eu sei a maneira de voltar.
E, seguindo o rastro das pedrinhas brancas, chegaram a casa.
Os pais ficaram muito contentes quando os viram.
Mas, poucos dias depois, decidiram deixá-los na floresta outra vez. O Polegarzinho, que também ouviu esta conversa mas não teve tempo de ir apanhar mais pedrinhas, guardou no bolso um bocadinho de pão do pequeno-almoço, e foi deixando cair migalhas de pão pelo caminho para poder voltar.
Quando voltaram a perceber que estavam de novo sozinhos, o Polegarzinho disse-lhes:
-Não se apoquentem; eu sei a forma de voltar.
Mas os pássaros tinham comido as migalhas de pão. Caiu a noite e viram, ao longe, uma luz.
Era uma casa.
Uma velhota abriu-lhes a porta e assustou-se muito quando os viu:
-O que é que vocês estão a fazer aqui? -gritou. -Têm que se ir embora, a correr, porque nesta casa vive um papão que come os meninos inteirinhos.
-Mas se nos formos embora esta noite -disse o Polegarzinho a chorar -comem-nos os lobos.
A velhota teve pena deles, de maneira que os deixou entrar e escondeu-os. -Aqui cheira a carne fresca! -gritou o papão quando entrou.
-Deve ser a vaca que te cozinhei para o jantar -atreveu-se a velhota a dizer.
-Não, não, velha estúpida -disse o papão, cheira-me a carne fresca de meninos!
E pôs-se à procura, até os encontrar. -Aqui estão estes malandretes -voltou a gritar -Vou matá-los já e amanhã vou comê-los crus!
-Não te distraias agora -pediu-lhe a velhota- que a carne de vaca vai ficar fria.
O papão ouviu a boa velhota, comeu a vaca toda e foi-se deitar a dormir. -Amanhã como-os, foi a última coisa que disse.

Claro que os sete irmãozinhos saíram a correr daquela casa.
Quando o papão acordou, cheio de fome, e percebeu que os meninos tinham escapado, deu um pontapé na velhota e saiu para os perseguir com as suas botas de sete léguas. Mas, como era muito gordo, cansou-se depressa e pôs-se a dormir debaixo de uma árvore.
O Polegarzinho, que era muito esperto e valente, calçou as botas mágicas e, em duas passadas, foi a casa do papão e disse à velhota:

-O seu marido mandou-me dizer-lhe para me entregar todas as suas riquezas -mentiu. -A ele não lhe foi possível vir, porque torceu um pé.
Ao ver que o Polegarzinho tinha as botas de sete léguas do papão, acreditou nele e entregou-lhe o tesouro.
O Polegarzinho foi ter com os irmão e voltaram para casa dos pais.
Pouco tempo depois, o rei soube que o Polegarzinho tinha as botas de sete léguas do papão, e nomeou-o seu mensageiro, para as cartas chegarem mais depressa a todos os sítios do país.
O Polegarzinho passou então a ser a personagem mais famosa do Reino.                                               In http://sotaodaines.chrome.pt/sotao/histor14.html
Obra - Contos Infantis ( Charles Perrault)

Contos da Mamãe Ganso

Publicado em 1697 sob o título Histórias ou contos do tempo passado com moralidades, embora tenha ficado conhecido por seu subtítulo: Contos da mamãe gansa. As morais vinham em forma de poesia, que encerravam cada história.

  • "Chapeuzinho Vermelho"
  • "A Bela Adormecida"
  • "O Pequeno Polegar"
  • "Cinderela"
  • "Barba Azul" ( "La Barbe-Bleue")
  • "O Gato de Botas" ("Le Maître Chat ou Le Chat Botté")
  • "As Fadas" ("Les Fées")
  • "Henrique, o Topetudo ("Riquet à la Houppe")
  • "Pele de Asno" ("Peau d'Âne")
  • "Os Desejos Ridículos"
  • "Grisélidis"
  • "le petit poucet"                                                In Wikipédia online

Charles Perrault ( continuação)  

  Biografia

Primeiros anos


Charles Perrault nasceu em 1628 em Paris e morreu em 1703. Quinto filho de Pierre Perrault e Paquette Le Clerc da alta burguesia, completou seus estudos sozinho, por ter se desentendido com um professor. Dá início aos seus estudos em 1637, no colégio de Beauvais, que viria a concluir aos quinze anos, tendo demonstrado um certo talento para as línguas mortas. Seu irmão Claude Perrault tornou-se um arquiteto de renome. Em 1643 ingressa no curso de Direito e, em 1651, com apenas vinte e três anos, consegue o seu diploma, tornando-se advogado.

Profissão


Em 1654, Perrault torna-se funcionário junto do seu irmão mais velho Pierre, cobrador geral do reino e, depois de ter publicado uma série de odes dedicadas ao rei, torna-se assistente de Colbert, o famoso conselheiro de Luís XIV. Em 1665 passou a ser superintendente das obras públicas do reino e, dois anos mais tarde, ordena a construção do Observatório Real, de acordo com as plantas do seu irmão Claude.

No ano de 1671 é eleito para a Academia Francesa de Letras e no dia da sua inauguração permitiu ao público presenciar a cerimónia, privilégio continuado ainda nos nossos dias. No ano seguinte, não só é nomeado chanceler da Academia, como contrai matrimónio com Marie Guichon.

Vida pessoal

Do casamento nasceram quatro filhos Charles Samuel, Charles, Pierre Darmancour e uma menina cujo o nome não se sabe, porque não há documentos ao seu respeito. Após seis anos de casamento, sua noiva morre de varíola.

Carreira Literária

Querela dos Antigos e dos Modernos


Na Academia Francesa, Charles Perrault protagonizou uma longa disputa intelectual, batizada de Querela dos Antigos e dos Modernos. Os Antigos eram escritores que acreditavam na superioridade da antiguidade greco-romana sobre toda e qualquer produção francesa. Os Modernos, contudo, defendiam que a produção literária francesa não era inferior aos clássicos do passado. Perrault liderava o grupo dos Modernos e tentou provar a superioridade da literatura de seu século com as publicações Le Siècle de Louis le Grand (1687) e Parallèle des Anciens et des Modernes (1688–1692).

Contos de fadas


Em 1695, aos 62 anos, perdeu seu posto como secretário. Idoso, resolveu registrar as histórias que ouvia de sua mãe e nos salões parisienses. O livro, publicado em 11 de janeiro de 1697, quando contava quase 70 anos, recebeu o nome de Histórias ou contos do tempo passado com moralidades, mas também era chamado de "Contos da Velha" e "Contos da Cegonha", ficando, afinal, conhecido como "Contos da mamãe gansa". A publicação rompeu os limites literários da época e alcançou públicos de todos os cantos do planeta, além de marcar um novo género da literatura, o conto de fadas. Foi, ao fazer isto, o primeiro a dar acabamento literário a esses tipos de histórias, antes apenas contadas entre as damas dos salões parisienses.                                            In Wikipédia online

 Charles Perrault

Charles Perrault (Paris, 12 de janeiro de 1628Paris, 16 de maio de 1703) foi um escritor e poeta francês do século XVII, que estabeleceu bases para um novo género literário, o conto de fadas, além de ter sido o primeiro a dar acabamento literário a esse tipo de literatura, feito que lhe conferiu o título de Pai da Literatura Infantil. Suas histórias mais conhecidas são Le Petit Chaperon rouge (Chapeuzinho Vermelho), La Belle au bois dormant (A Bela Adormecida), Le Maître chat ou le Chat botté (O Gato de Botas), Cendrillon ou la petite pantoufle de verre (Cinderella), La Barbe bleue (Barba Azul) e Le Petit Poucet (O Pequeno Polegar). Contemporâneo de Jean de La Fontaine, Perrault também foi advogado e exerceu algumas atividades como superintendente do Rei Luís XIV de França. A maioria de suas histórias ainda hoje são editadas, traduzidas e distribuídas em diversos meios de comunicação, e adaptadas para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão, tanto em formato de animação como de ação viva.

 

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